Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Dez coisas que levei anos para aprender...
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.
8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Uma amizade cercada...
Iniciando a série de textos próprios, eis a resenha de um filme além da média.
O MENINO DO PIJAMA LISTRADO.
Produção: Mark Herman. Los Angeles: Miramax Films, 2009, 1 DVD (94 min.)
Filmes que contam a história da Segunda Guerra Mundial e do holocausto sempre foram feitos focando-se nas barbáries cometidas ou na posição de quem estava certo ou errado. Não que “O menino do pijama listrado”, filme baseado no livro de John Boyne, fuja a esta regra, mas o faz trazendo a sutileza e o carisma de seus protagonistas.
O protagonista é apresentado em uma cena de brincadeira com os amigos pelas ruas de Berlim, onde o pequeno Bruno (interpretado magistralmente pelo ator Asa Butterfield) imita um avião, correndo com os braços abertos e fazendo alguns sons característicos. Logo nas primeiras cenas somos apresentados a toda sua família: seu pai, um militar do alto escalão da ditadura de Hitler; sua mãe, a esposa conivente e sem voz e sua irmã, a quem o menino nutre uma relação de amor e ódio, típica das crianças de mesma faixa etária.
Com a promoção patriarca, toda a família é obrigada a se mudar para um campo de concentração nazista e é nesse cenário que a narrativa se desenvolve.
Assim que chegam à nova residência, o garoto começa a entender que sua vida não será a mesma e que a liberdade que tinha na cidade grande não será a mesma por ali. Em um ambiente cercado por oficiais do exército alemão, as poucas opções de divertimento que restam ao pequeno Bruno são seus livros de aventura e a arte da exploração. Porém, até mesmo destes prazeres o garoto é privado, pois seu novo professor o instiga a se tornar um jovem hitlerista, opção obrigatória de todo alemão daquela época, abandonando seus apaixonantes livros. Resta ao garoto a diversão de explorar. Mesmo esta brincadeira é controlada, pois não é possível sair dos muros de sua residência. Nada que nosso herói não consiga contornar. Assim que faz sua primeira incursão aos arredores de seu mundo, o garoto depara-se com a cerca do lugar que ele viu pela janela do seu quarto e que acredita ser uma fazenda muito estranha, pois todos vestem pijamas listrados.
O filme apresenta, por trás da cerca, seu co-protagonista, o pequeno Shmuel (Jack Scanlon) que é que a versão oprimida de Bruno. Um garoto judeu de olhar triste que vive dentro de um campo de concentração onde o pai de Bruno é o chefe. Enquanto Bruno questiona sobre a vida e a diversão de Shmuel, o personagem do título do filme questiona sobre algo para comer. É ali o primeiro de muitos impactos que a película apresenta sobre a forma de opressão à qual um garoto de nove anos é obrigado a sobreviver. Fica visível também, durante a narrativa, que nem o pequeno alemão, nem o pequeno judeu estão conscientes da situação sócio-política em que estão inseridos.
No encontro dos garotos ressalta-se o belíssimo trabalho de direção de Mark Herman, que consegue transmitir a diferença de vida dos garotos apenas com a imagem da cerca. Sempre que Shmuel é mostrado, a cerca aparece em sua frente, deixando ao espectador a certeza de que o garoto está, literalmente, atrás das grades. Importante destacar que à medida que a amizade entre os garotos vai se fortalecendo, esta diferença de filmagem desaparece e a cerca passa a ser filmada tanto com Shmuel como com Bruno.
As atrocidades cometidas contra os judeus não são apresentadas com imagens, apenas citações e sons são utilizados, o que reforça a delicadeza e a inocência do filme.
Com um desenrolar envolvente e um final emocionante, “O menino do pijama listrado” pode ser considerado como a melhor fábula atual sobre a amizade e inocência entre duas crianças que vivem em mundos conflitantes entre si.
terça-feira, 19 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Música pra hoje: Falando às paredes
Falando às paredes
Erik Fernandes
Eu agora estou falando às paredes
Já não tenho mais você prá conversar
Na varanda está vazia aquela rede
Onde às vezes eu deitava prá te amar
Você foi o amanhecer mais colorido
Sem sentido se tornou entardecer
O vazio da saudade foi tirando
A vontade que eu tinha de viver
Só Deus sabe tudo o que eu estou sentindo
A tristeza dói no peito sem parar
Quantas noites mal dormidas já passei
Na esperança de ouvir você chegar
Foram tantas cartas que eu perdi a conta
E nos muros, quantas frases escrevi
Na esperança que você leia só uma
E me faça esquecer que te perdi.
sexta-feira, 8 de março de 2013
O sorriso de uma criança
Fonte: Blog Sérgio Gomes
Se existe algo belo na face da Terra, esse algo é certamente o sorriso de uma criança. Explico.
O sorriso de uma criança não é algo que se constrói. Não pode ser vendido. Não tem receita. Não tem marca. Não tem bula. Não tem selo. Não tem etiqueta. Portanto, não é falso. Ele é genuinamente verdadeiro.
O sorriso de uma criança vem de dentro do seu coração. Da pureza de um coração que ainda não aprendeu a mentir, a falsear, a enganar, a ser mal educado, a ser socializável, a ter um sorriso de soslaio como tem os adultos sempre nas horas mais impróprias.
Quando uma criança sorri, ela sorri porque algo a fez feliz naquele momento.
Ela sorri porque se recordou de algo bom que viveu. Seu sorriso é mais do que isso: ela pede, solicita e suplica que lhe devolva aquele momento que a fez recordar de uma boa lembrança ou de uma lembrança suficientemente boa.
Não é como nós adultos, que tomados da nossa empáfia quando encontramos alguém que não desejamos ou não gostamos, soltamos a esmo: “Oi querida(o), como você está? Tudo bom?” com um sorriso amarelo de orelha a orelha. Ao passo que escondemos em nossas mentes pensamentos atrozes tais como “Mas o que é que esse chato está fazendo aqui? Ai meu deus, lá vem essa mulher de novo? Que saco!”.
O sorriso de uma criança não é incongruente com o seu pensamento. Ela sorri porque acha que ela deva sorrir quando encontra algo que a faz feliz. Ela pede que a amemos como o fizemos antes, na sua parca memória.
Ela solicita nosso gesto espontâneo porque entende que, de fato, é verdadeiramente responsável por aquilo que cativou, como certa vez disse uma raposa.
Nenhum sorriso infantil, por conseguinte, vem desacompanhado por si. Ele geralmente trás consigo um brilho nos olhos quase marejados e “clorificados” de seu encanto e pureza sem igual e sem o qual não seríamos objeto nem do seu desejo nem do seu amor, muito menos do seu apelo. Toda mãe e todo o pai reconhece o sorriso do seu filho quando criança, e por este é reconhecido.
Com ou sem dentes, com ou sem lágrimas, com ou sem uma doce risada, com ou sem palavras, ninguém fica incólume ao sorriso de uma criança. Pelo contrário. Nós nos desapegamos da viscosidade de sermos adultos e nos agarramos firmemente ao sortilégio de, por um breve segundo sequer, voltarmos a agir como uma criança novamente.
Os consumidores compulsivos de “sorrisos infantis” certamente já passaram pela experiência de dizer ou fazer coisas que sequer tem correlato na linguagem infantil. São sons inaudíveis, caretas e gestos ridículos, que só esses “consumidores” verdadeiramente apaixonados “pelo sorrido de uma criança” são capazes de fazer.
Só um adulto pode tentar ser ou agir como uma criança, mas ele é incapaz de sorrir verdadeiramente como a criança que fora outrora. Em compensação, só uma criança pode sorrir com o ar de infante que lhe é característico, porque ela teve a sorte de (ainda) não passar pela sofismável e contaminável experiência de ser um adulto.
O sorriso de uma criança é generoso por si. Ele nos cala, mas também nos faz falar. Ele dói, mas a dor é prazerosa. Ela nos toca, mas não no coração, é na alma. Ele nos tira o fôlego, mas é para podermos respirar melhor no momento seguinte. Ele nos acalma. Nos aquieta. Pode até nos inquietar. Ele nos satiriza, mas é por uma boa causa. Ele nos dá esperança, mas essa esperança é vã.
A esperança vã é de saber que aquela criança e aquele sorriso pode até se perder no futuro sorriso do adulto que se transformará, mas em algum dado momento, ele retornará ao seu verdadeiro dono no instante exato que encontrar o sorriso de uma outra criança. A criança que foi. A criança que se é. A criança que se tornou.
Sorria.
(Para uma criança chamada Cauã)
quarta-feira, 6 de março de 2013
Primeira Postagem...
Criei este blog com objetivo de expor algumas idéias e também desenvolver minha escrita. Não escreverei diariamente. Só quando algo me trouxer aqui...
Assinar:
Postagens (Atom)





