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domingo, 5 de maio de 2013
Ausência...
O blog ficou sem atualizações este fim de semana, mas voltaremos ao normal nesta segunda...
terça-feira, 9 de abril de 2013
Música pra hoje: Canção do Amor Talvez
Canção do Amor Talvez
Erik e Regina
O amor talvez é como o sol, nas trevas de alguém.
O amor é dar abrigo, se a tempestade vem.
E quando tudo é escuro e a vida é solidão,
O amor é que ilumina o coração!
O amor talvez é a janela, que a luz do sol nos traz,
Nos convida a olhar por ela, e mostra muito mais:
E mesmo quem não queira ver, o sol com sua luz,
O amor suavemente ao sol conduz.
O amor quem sabe é como a flor,
Talvez o mal-me-quer…
Pra qualquer um, é gozo, é dor,
É um jeito de querer…
Tem gente que até mesmo diz, que amou e é infeliz,
E existe até quem se cansou, e nunca mais tentou.
O amor talvez se faça, de conflitos e paixões,
Ou das cinzas que era palhas, resquícios, ilusões.
Mas se eu viver mil anos, e então recomeçar…
Lutando pelo amor, vais me encontrar!
sábado, 23 de março de 2013
A saga de Amélia
Texto que eu escrevi no primeiro período do meu curso, nas saudosas aulas de português...
E não é que Dona Amélia, aquela senhorinha no alto de seus 83 anos, corinthiana roxa e motociclista inveterada, depois de muito procurar, resolveu pedir ao seu neto, internauta assíduo, que lhe ajudasse a conseguir um namorado na internet.
- Mas vovó - dizia Bruno, seu neto de doze anos – descolar homem pela internet... Isso é coisa pra Renata! Não vai ficar bem pra mim né... Ainda se fosse uma namorada pro vovô a coisa ficaria mais fácil... Ah vó, pede pra Renata, vai!
- Não me fale naquele traste do seu avô, Bruninho, desde que aquele velho saiu dessa casa que o nome dele é proibido aqui. A Renatinha é outra que me decepcionou... Sua irmã teve tanto estudo, tanto curso... Achei que ela ia ser médica, ou professora... Mas não, a menina escolheu ser secretária na funerária local. Pra completar ainda fica de namorico com o coveiro. Tenha dó de mim, de cemitério eu quero é distância. E larga de moleza e manda ver nesse computador que eu to sentindo que hoje eu tiro o pé da lama. É hoje que eu desencalho. Além disso, ninguém precisa saber que é você que está digitando aí!!!
- Está bem vó! – suspirou o garoto interrompendo o longo discurso da anciã – Já me convenceu. Vamos logo com isso então que eu marquei um jogo com a galera daqui a pouco aqui no computador.
Sem opção, Bruno começa a longa jornada virtual em busca de um namorado para sua avó. Procura em um site... nada! Procura em outro... nada! De repente a avó solta aquele grito:
-É esse aí!!!
O garoto, estupefato com a escolha da avó, questionou:
- Vó, esse aí tem no máximo vinte anos. Quase a idade da Renata!
-Não quero nem saber menino. A vó gostou desse aí... Olha que rostinho fofo. Olha a moto dele... Olha a camisa do Corinthians... Meus Deus do céu, to até com calor! Marca o encontro aí que eu já vou ligar a moto...
Inconformado com a escolha da avó, mas sem argumentos para convencê-la do contrário, o menino marcou o tão aguardado encontro.
Dona Amélia, que aliás odiava o prenome Dona e preferia ser chamada de Mélinha, vestiu sua camiseta roxa do seu time do coração, ajeitou seu capacete amarelo e sumiu de vista em sua Harley-Davidson recém adquirida.
Chegando ao local do encontro, escolheu o lugar com a melhor vista da porta de entrada, pois não queria perder nenhum detalhe da entrada triunfal do gatinho que ela vira na tela do computador. Mas a espera foi longa...
Já incomodada com o atraso, uns dez minutos no máximo, a moderna vovó sacou de seu MP3 de última geração e colocou sucesso do momento. Pelo menos do momento dela, já que a música era “O calhambeque” do Roberto Carlos. Por falta do aparelho de surdez que ela insistia em não usar o volume de seu fone beirou ao máximo, deixando incomodados os frequentadores do recinto, dentre eles, um senhor trajando bermuda estampada e camiseta regata florida.
Num ímpeto de bravura e abandonando toda a timidez que lhe era pertinente, Rubens, um surfista aposentado e torcedor do Flamengo levantou-se e foi até Dona Amélia:
- Bons tempos esses em que o Robertão cantava Rock and Roll!!!
- Heinnnn??? – responde a senhora não entendendo nada
Ele retirou o fone do ouvido dela e repetiu a frase em um tom de voz acima, quase aos berros:
- Bons tempos esses em que o Roberto Carlos cantava rock.
- Ah, era mesmo. Quase morro ao ver esse menino cantando. – Respondeu-o já colocando o bendito aparelho de surdez.
E o papo continuou:
- A senhora espera por alguém?
- Em primeiro lugar, me chame de você porque senhora passa uma falsa imagem de velhice e eu ainda estou longe disso. Segundo, eu espero alguém sim, mas acho que vou ficar chupando dedo!
- Ora, se não for incômodo, posso lhe fazer companhia...
- Poder até pode, mas veste um casaco e tampa essa camisa cheia de cores... Está me deixando cega!
Seu Rubens tentando agradar seu interesse amoroso, abre sua mochila e saca a camiseta do Flamengo, jogando-a por cima da roupa que usava. Mal colocou e a vovó já deu grito:
- Não! Pelo amor de Deus, camiseta desse time aí não!!!
O idoso flamenguista, sem opção, vestiu a única peça que restava em sua mochila, um casaco de lã que ele carregava para ocasiões eventuais, já que em sua cidade a temperatura sempre beirava os trinta graus.
Depois de muito papo, regado a refrigerante dietético e músicas do Rei, o surfista todo empolgado convidou a motociclista para a praia, pra pegar uma onda, dizia ele. Dona Amélia aceitou, mas iria de moto, pois só em seu veículo ela tinha a sensação de liberdade, com o vento batendo em seu rosto. Agradecido a Deus por Dona Amélia não possuir um capacete reserva, ele a seguiu de táxi.
Já na praia, depois de muito insistir, Seu Rubens conseguiu fazer com que a corinthiana subisse em uma prancha de surf. Pega onda daqui, leva tombo de lá e, de uma hora pra outra, Dona Amélia já estava manejando a prancha tão bem quanto pilotava sua moto.
Apesar do apelo insistente do seu instrutor de surf, Dona Amélia resolveu encarar uma onda tão grande que nem os surfistas mais jovens e mais experientes queriam. Se jogou no mar com um excesso de confiança prejudicial a uma pessoa com tão pouca habilidade.
A onda veio e, como previsto, derrubou a vovó no mar. Ela só saiu bem dessa, porque o salva-vidas estava de olho. A melhor parte da aventura, para ela, foi a respiração boca-a-boca. Mesmo depois de meia hora já acordada, ela fingia não ter se recuperado do acidente.
Já não tendo mais como disfarçar ela abriu os olhos e qual não foi sua surpresa ao descobrir que o salva-vidas era o garoto com quem ela tinha marcado o encontro. Ela esbravejou dizendo que a culpa de tudo aquilo era dele, pois marcara o encontro e não comparecera.
O jovem se assustou, pois estivera na praia trabalhando desde muito cedo e não acessara a internet naquele dia. Dona Amélia, já rubra de raiva, começou a olhar para Seu Rubens e entender toda a história.
Sem pestanejar, ela contou ao salva-vidas que aquele surfista sem vergonha tinha utilizado uma foto para atraí-la até a lanchonete e que, por uma coincidência do destino, o dono da imagem agora lhe segurava em seus braços. O salva-vidas bem que tentou dar uma lição no velhinho, mas ele já havia desaparecido sem deixar rastro. Sorte de Dona Amélia que teve sua vida salva e ainda ganhou uma carona nos braços do garotão até a enfermaria mais próxima...
sábado, 16 de março de 2013
Música pra hoje: Falando às paredes
Falando às paredes
Erik Fernandes
Eu agora estou falando às paredes
Já não tenho mais você prá conversar
Na varanda está vazia aquela rede
Onde às vezes eu deitava prá te amar
Você foi o amanhecer mais colorido
Sem sentido se tornou entardecer
O vazio da saudade foi tirando
A vontade que eu tinha de viver
Só Deus sabe tudo o que eu estou sentindo
A tristeza dói no peito sem parar
Quantas noites mal dormidas já passei
Na esperança de ouvir você chegar
Foram tantas cartas que eu perdi a conta
E nos muros, quantas frases escrevi
Na esperança que você leia só uma
E me faça esquecer que te perdi.
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